Como uma empresa consegue crescer em ritmo acelerado, expandir para outros países e ainda lidar com mudanças regulatórias complexas, como a Reforma Tributária? No 19º episódio do NineTalk, exploramos exatamente esse cenário.
Para debater o papel da tecnologia como motor de escala, recebemos Ana Paula Gulfier, Head de TI do Grupo Smart Fit, acompanhada por Herlon Acosta (Diretor da Ninecon) e Denise Teixeira (Executiva de Contas da Ninecon).
Confira os principais insights dessa conversa sobre liderança, arquitetura de sistemas e como transformar a TI em uma aliada estratégica do negócio.
A Tecnologia como Viabilizadora do Crescimento
Para Ana Paula, a tecnologia em ambientes de alta complexidade deixou de ser apenas suporte para ocupar o papel de viabilizadora estratégica. Em empresas de crescimento exponencial, a TI precisa estar profundamente conectada ao negócio.
“Não basta entender a demanda técnica; é preciso compreender como a empresa opera e o que gera valor em cada momento”, destaca Ana Paula.
Liderança “Mão na Massa”: O Papel de Desbloquear o Time
Um dos grandes destaques do episódio foi a definição de liderança executiva. Para a Head de TI da Smart Fit, ser “mão na massa” em cargos estratégicos não significa executar tarefas técnicas, mas sim ser uma referência que:
- Remove barreiras operacionais;
- Reduz a ansiedade da equipe em momentos de crise;
- Cria segurança psicológica para a tomada de decisão.
Case Smart Fit: O Desafio da Reforma Tributária em Escala
O projeto conduzido pela Ninecon junto à Smart Fit ilustra a complexidade da tecnologia aplicada ao setor fiscal. Com números impressionantes, o desafio envolveu:
- Emissão de 2,6 milhões de notas fiscais em mais de 170 municípios;
- Prazo recorde de 2 meses para implementação;
- Equipe de mais de 50 pessoas e 6 parceiros estratégicos.
O sucesso da entrega, mesmo diante de um cenário de incertezas regulatórias, deve-se à governança clara e à transparência absoluta entre cliente e parceiro. Na Ninecon, acreditamos que o problema não é de um lado só: é nosso.
Expansão Internacional e Arquitetura de Sistemas
Escalar a operação é diferente de escalar a tecnologia. Para empresas que visam o mercado internacional (como a Smart Fit no México e Colômbia), o maior gargalo são aplicações locais que não conversam com uma visão global.
A recomendação para CEOs e gestores é clara: escolha sistemas core que já estejam preparados para requisitos internacionais desde o dia um. Mudar o “coração” da empresa durante a expansão é um processo muito mais doloroso e caro.
TI Provocativa vs. TI Reativa
O futuro pertence às áreas de TI que não esperam demandas, mas as provocam. Isso inclui:
- Vivenciar o negócio: Ana Paula frequenta as unidades da Smart Fit como usuária para entender a jornada na ponta.
- Inovação constante: Estar atento a como a IA e a análise de dados podem otimizar processos antes mesmo de o problema surgir.
- Criar Espaço: Líderes de tecnologia devem construir pontes com outras áreas, participando onde as decisões surgem.
Conclusão
Escalar um negócio com tecnologia exige maturidade, parceria real e um olhar humano sobre as equipes. O case Smart Fit demonstra que, com a parceria certa e uma liderança focada em resultados, é possível superar desafios regulatórios e impulsionar a expansão global.
FAQ
1. Qual o maior desafio para escalar a TI em empresas de crescimento rápido? O principal desafio é o alinhamento de expectativas entre os stakeholders e a garantia de que a arquitetura de sistemas seja flexível o suficiente para suportar novas geografias e modelos de negócio sem exigir customizações excessivas.
2. Como a tecnologia ajuda na adaptação à Reforma Tributária? A tecnologia automatiza a conformidade fiscal, garantindo que grandes volumes de transações (como as milhões de notas da Smart Fit) sejam processados corretamente dentro das novas normas, reduzindo riscos de multas e paralisações operacionais.
3. O que define uma liderança de TI estratégica? É aquela que atua como parceira do negócio, entende as dores das áreas de operação e marketing, e utiliza a inovação (como IA e Cloud) para viabilizar novas fontes de receita e eficiência produtiva.4. Por que a parceria entre empresa e consultoria é vital em projetos complexos? Projetos com prazos curtos e alta complexidade técnica exigem cumplicidade. A relação “ganha-ganha” permite que riscos sejam compartilhados e mitigados com transparência, garantindo que o time chegue ao objetivo final unido.