Nos dias 31 de março e 1º de abril de 2026, São Paulo sediou o Tax Summit, um dos eventos mais relevantes do calendário tributário brasileiro.
Reunindo líderes das áreas fiscal, contábil, jurídica e de tecnologia, o evento colocou em pauta o tema que mais ocupa as agendas corporativas do país: a reforma tributária e seus efeitos práticos sobre processos, sistemas e estruturas organizacionais.
A Ninecon marcou presença nos dois dias, com estande no lounge da Synchro e participação ativa em duas palestras que mobilizaram gestores de diferentes setores.
Este artigo reúne os principais pontos abordados, os contextos discutidos e as contribuições que a Ninecon trouxe ao debate, com base na experiência acumulada em mais de 40 projetos de reforma tributária e adequação tecnológica concluídos no ano passado.
O Tax Summit 2026 e o momento tributário que o Brasil atravessa
O Tax Summit 2026, realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, reuniu especialistas, executivos e representantes de empresas de diferentes portes e segmentos para debater o futuro da tributação no Brasil. O evento estruturou-se em oito trilhas simultâneas, cobrindo desde a transição IBS/CBS e o Split Payment até automação fiscal com inteligência artificial, governança tributária e tributação internacional.
O contexto que deu peso ao evento é conhecido, mas ainda mal compreendido em sua totalidade: a Emenda Constitucional 132/2023 inaugurou a maior reestruturação do sistema tributário brasileiro em décadas.
Assim, a transição, que se estende até 2033, exige das empresas uma leitura precisa sobre impactos em fluxo de caixa, adequação de ERPs, revisão de processos fiscais e redefinição de estruturas tecnológicas.
Por isso, participar de um evento como o Tax Summit, nesse contexto, foi também um exercício de escuta ativa sobre onde o mercado está e para onde precisa ir. E, claro, oportunidade de compartilhar nossas entregas Ninecon.

A presença da Ninecon no estande Synchro
Durante os dois dias de evento, a Ninecon esteve presente no estande da Synchro, parceira estratégica com quem compartilha uma visão alinhada sobre a intersecção entre tecnologia e conformidade fiscal. O espaço foi ponto de encontro para conversas sobre os desafios que as empresas enfrentam na adaptação de seus ERPs e processos tributários diante das novas exigências regulatórias.
O time da Ninecon no estande conduziu discussões com gestores de diferentes segmentos, incluindo varejo, indústria e agronegócio, sobre como estruturar uma jornada de adequação que equilibre segurança jurídica, continuidade operacional e eficiência tecnológica.
A experiência acumulada em projetos reais de reforma tributária conferiu substância a essas conversas, que foram além da teoria regulatória e tocaram em aspectos concretos de implementação.
Palestras com a Ninecon: compartilhamento, difusão e insights
Palestra com Synchro: ERP, processos fiscais e a preparação tecnológica para a reforma

A primeira palestra contou com a participação conjunta de representantes da Ninecon e da Synchro, e reuniu profissionais com perspectivas complementares sobre o processo de adequação fiscal. Compuseram a mesa:
• Hudson Carvalho, Gerente Contábil da Unimed Fortaleza
• Kelly Rodrigues Cavalcante, Gerente Comercial da Ninecon
• Marcelo Torres, Gerente Comercial da Ninecon
• Wagner da Silva, Gerente de Alianças e Parcerias da Synchro
O debate colocou em perspectiva um ponto que muitas empresas ainda subestimam: a reforma tributária exige que os sistemas de gestão sejam revisados em profundidade, desde a parametrização fiscal até os fluxos de emissão de documentos e apuração de obrigações acessórias.
A experiência da Unimed Fortaleza, representada por Hudson Carvalho, trouxe ao debate o olhar de quem já está no processo de adequação, evidenciando os pontos de fricção mais comuns e as decisões que precisam ser tomadas com antecedência.
A Ninecon participou dessa conversa a partir de um repertório concreto: empresas que postergaram o início da adequação tecnológica encontrarão janelas cada vez mais estreitas para agir sem comprometer a continuidade operacional. A antecipação, nesse cenário, deixou de ser diferencial e passou a ser requisito.
Do complexo ao prático: diagnóstico e decisão estratégica com o ReformaMap
A segunda palestra contou com a participação da Adejo, apresentando o ReformaMap como ferramenta de diagnóstico e decisão aplicada à reforma tributária. Participaram:
• Alan Berne, Head de Transformação Digital e Reforma Tributária da Adejo
• Arnaldo Luz, Diretor Comercial da Ninecon
O ReformaMap é uma abordagem estruturada que mapeia os impactos da reforma sobre processos, sistemas e operações de uma empresa, transformando a complexidade regulatória em um diagnóstico claro e em um plano de ação com prioridades definidas.
Para muitas organizações, o maior obstáculo à adequação não é a falta de vontade de agir, mas a ausência de uma visão integrada sobre onde os impactos realmente estão e por onde começar.
Dessa forma, Alan Berne e Arnaldo Luz conduziram o debate a partir de casos reais, mostrando como o diagnóstico bem feito antecipa gargalos, evita retrabalho e permite que as decisões de tecnologia sejam tomadas com base em dados concretos sobre o perfil fiscal da empresa.
A sessão teve forte apelo prático, com questões vindas do público que refletiam os desafios que as empresas de médio e grande porte estão enfrentando na organização dessa transição.

O que o Tax Summit 2026 revelou sobre o estado das empresas diante da reforma
Além das palestras e conversas no estande, o evento funcionou como termômetro do momento em que o mercado se encontra. A percepção geral, compartilhada por diferentes painelistas e reforçada nas trocas informais, é que a maioria das empresas reconhece a urgência da reforma tributária, mas ainda enfrenta dificuldades para traduzir esse reconhecimento em planos concretos de ação.
Os principais pontos de atenção que emergiram dos debates foram:
• Subestimação do impacto sobre os ERPs: muitas empresas tratam a adequação como um ajuste pontual de parametrização, quando na prática ela pode exigir revisões estruturais nos sistemas de gestão.
• Descasamento entre áreas fiscal e de TI: a reforma tributária exige que as equipes jurídico-fiscais e as equipes de tecnologia falem a mesma língua e trabalhem com cronogramas alinhados, algo que ainda é exceção em muitas organizações.
• Pressão sobre o fluxo de caixa com o Split Payment: a antecipação do recolhimento de tributos na fonte, prevista no novo modelo, pode impactar significativamente o capital de giro de empresas com alta capilaridade de transações.
• Compliance como vantagem competitiva: empresas que avançarem mais rapidamente na adequação ganharão não apenas segurança jurídica, mas também eficiência operacional que se traduz em vantagem real sobre concorrentes ainda em estágio inicial.
Mais de 40 projetos de reforma tributária: o que a experiência da Ninecon entrega na prática
A participação no Tax Summit 2026 não foi uma estreia da Ninecon no tema da reforma tributária. Isso porque a empresa já concluiu, só no ano passado, mais de 40 projetos de adequação tecnológica e fiscal em diferentes segmentos, o que confere ao seu time um repertório que vai além do conhecimento da legislação.
Essa experiência acumulada se traduz em capacidade de antecipar os pontos de maior risco em cada jornada de adequação: desde a avaliação do estado atual do ERP e das integrações fiscais, passando pela definição de um cronograma realista de implantação, até a condução de testes e validações antes da virada de chave.
O volume de projetos já executados também permite à Ninecon identificar padrões de erro recorrentes e construir estratégias que evitem retrabalho oneroso.
Para empresas que ainda estão nos estágios iniciais de planejamento, contar com um parceiro que já percorreu esse caminho em contextos variados representa uma redução concreta de risco e de tempo de resposta diante das exigências regulatórias que seguirão avançando nos próximos anos.
Tax Summit 2026, reforma tributária e tecnologia: a agenda que não pode esperar
O Tax Summit 2026 confirmou o que os números e os prazos regulatórios já sinalizavam: a janela para uma adequação estruturada está se estreitando. Empresas que ainda não iniciaram o diagnóstico dos impactos da reforma sobre seus processos e sistemas estão acumulando complexidade e custo de remediação.
A Ninecon sai do evento com a mesma convicção que orientou sua participação: a transformação fiscal que o Brasil atravessa exige parceiros que combinem conhecimento regulatório, experiência em implementação e capacidade de integrar as áreas de negócio com as equipes de tecnologia. Se a sua empresa ainda está avaliando por onde começar, o melhor momento para essa conversa é agora.
Entre em contato com os especialistas da Ninecon e descubra como estruturar a jornada de adequação à reforma tributária com segurança, estratégia e eficiência